segunda-feira, 18 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

So one might, very schematically, distinguish four moments: invention of montage (Griffith, Eisenstein), its deviation (Pudovkin-Hollywood: elaboration of the techniques of propaganda cinema), the rejection of propaganda (a rejection loosely or closely allied to long takes, direct sound, amateur or auxiliary actors, non-linear narrative, heterogeneity of genres, elements or techniques, etc), and finally, what we have been observing over the last ten years, in other words the attempt to 'salvage', to re-inject into contemporary methods the spirit and the theory of the first period, though without rejecting the contribution made by the third, but rather trying to cultivate one through the other, to dialectize them and, in a sense, to edit them.

Jacques Rivette, Montage, Cahiers du Cinéma nº 210, março 1969.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Que faites-vous alors du sexe illicite, du libertinage… ?
Un être humain, c'est avant tout une âme, un cœur. Je n'ai rien à me reprocher.

Yasmine Lafitte >>>>>>>>>> Bruna Surfistinha

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Muita confusão turva a água neste campo minado de todos os tipos de fraude. A tradição clássica não é a concretização imóvel da perfeição. Pode-se ser ao mesmo tempo inovador e continuador. Estou convencido de que só se pode inventar algo vivo seguindo a tradição, que não corresponde a um passado entravado nem a uma figura defunta, mas a um impulso vital, uma realidade concreta que se torna uma espécie de ritmo interior. A noção de modernidade hoje em dia é demasiadamente ressaltada a propósito de não importa o quê para que não se desconfie dela. Não é necessário ser muito esperto para adivinhar que ela abrange as piores torpezas, e que ela reina sobre um mundo irrisório.

Jean-Claude Guiguet, Lueurs - entretien avec Jean-Claude Guiguet, Lueur secrète, carnets de notes d’un cinéaste, Aléas, Lyon, 1992.

domingo, 10 de abril de 2011

O filme dos Coen é o avesso simplesmente publicitário dos tempos primitivos (classicismo), um evento já velado que ao invés de iluminar o segredo, a essência misteriosa e transparente daquele classicismo, enterra-a cada vez mais.

The Way of a Gaucho: The Career of Hugo Fregonese

sábado, 9 de abril de 2011

PATRICK BRION

No começo, tudo, para o primitivo, é natural; o sobrenatural só aparece com o saber. A religião, por conseguinte, é o milagre, é o que o homem não sabe, ainda não atingiu e, mais tarde, nas formas depuradas, o que ele quer saber e atingir, seu ideal. Mas, antes do sobrenatural, tudo se explica na natureza, porque o homem empresta a todas as formas, a todas as forças, sua própria vontade e seus próprios desejos. É para o atrair que a água murmura, para assustá-lo que o trovão ribomba, para despertar sua inquietação que o vento agita as árvores, e o animal está, como ele próprio, repleto de intenções, de malícias, de desejo. Trata-se de torná-lo favorável e de adorar sua imagem, para que ele se deixe capturar e comer. A religião não cria a arte, é a arte, ao contrário, que a desenvolve e a instala vitoriosamente na sensualidade do homem, conferindo uma realidade concreta às imagens felizes ou terríveis sob as quais o universo se lhe apresenta. No fundo, o que ele adora na imagem é seu próprio poder de tornar a abstração concreta e, desse modo, aumentar seus meios de compreensão.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O mundo vai ser muito triste sem cinema.

A Warner, a Sony, a Universal e a Fox não foram nem mesmo capazes de dar dois anos para a profecia do Costa esfriar antes de se concretizar.

Revia agora Catene, e dá uma tristeza enorme pensar que há mais de 30 anos filmes assim não são mais feitos. Por enquanto há ainda gente como Eastwood e Herzog fazendo coisas inexplicáveis (ao menos para o conformismo generalizado de uma época assustadoramente conservadora) como Hereafter e Vício Frenético, mas bate um desespero quando se pensa no contexto que faz com que esses filmes se destaquem como diamantes num chiqueiro.

O ecrã como abismo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

... seul intérêt du cinéma: son utilité sociale.







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