segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Les grandes âmes ne sont pas celles qui aiment le plus souvent; c'est d'un amour violent que je parle: il faut une inondation de passion pour les ébranler et pour les remplir. Mais quand elles commencent à aimer, elles aiment beaucoup mieux.

À mesure que l'on a plus d'esprit, les passions sont plus grandes, parce que les passions n'étant que des sentiments et des pensées, qui appartiennent purement à l'esprit, quoiqu'elles soient occasionnées par le corps, il est visible qu'elles ne sont plus que l'esprit même, et qu'ainsi elles remplissent toute sa capacité.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

... mas aí basta lembrar dos dois melhores filmes infantis já feitos para dar-se conta de que não apenas eram obras que exprimiam uma seriedade, um investimento artístico maciço da parte de seus autores, como engajavam-se de tal forma numa visão completa da infância (completa: entenda-se aí não condescendente, não paternalista, não auto-complacente, não covarde, não spielbergiana em suma) que acabavam por enaltecer o universo fantástico característico dessa idade, em tudo o que ele possui de misterioso e indecifrável, precisamente por tratarem e situarem seus jovens protagonistas como adultos (para quem não conhece, O Menino dos Cabelos Verdes e O Tesouro do Barba Rubra). Traço comum destes filmes: um olhar elementar e primitivo no caso do primeiro ou imperturbavelmente fúnebre no caso do segundo que restitui integralmente, cada um a seu modo, a força bruta original do objeto retratado, sua violência inata, coisa que um olhar convalescente, frouxo e supostamente mimético, além de potencialmente impotente, seria simplesmente incapaz de lograr - e é este geralmente o pecado capital de todos os filmes que tentam adotar, fracassando miseravelmente, algo como um "olhar da infância" ou o que mais se aproximaria do seu ponto de vista (Spielberg em primeiríssimo lugar, seus consortes, congêneres e co-conspiradores imediatamente em segundo).

Scorsese, e já não é de hoje, vem sendo infantil (com o que vem sendo confundido mais e mais por "cinéfilo", não surpreendentemente por "cinéfilos" que, como o próprio Scorsese, confundem cinefilia com uma espécie de indolência afetiva que beira o infantil) e pouco ou nada engajado, implicado no que faz (conseqüentemente mais e mais desleixado e impreciso como cineasta, seu trabalho cada vez mais incompleto e aproximativo), ao contrário dos verdadeiros cineastas como Lang, Losey, Rossellini (Alemanha Ano Zero, grande e corajosa visão sobre uma infância corajosa e, portanto, dolorosa), Eastwood (Hereafter, Um Mundo Perfeito, Honkytonk Man, filmes que não aliviam de forma alguma as encruzilhadas morais e as jornadas de amadurecimento que suas personagens atravessam), todos criadores na real acepção do termo e que por isso mesmo não precisam se esconder atrás de cacoetes e fricotes pretensamente "autorais" de um estilo que se quer frenético, mas que nada mais é que a própria imagem da impotência criativa, para melhor despistar um público falsamente, para não dizer pessimamente, informado sobre o passado do cinema. Porque, como venho insistindo já há algum tempo, há mais 3D em qualquer fotograma de Fausto ou de qualquer filme do Otto Preminger ou do Michael Cimino ou do Vittorio Cottafavi ou num filme televisivo pedagógico do Rossellini ou do Alexandre Astruc ou ainda do grande, insuperável, gênio maior Luigi Comencini (a intimidade e, no limite, os contornos da alma humana desvelados em puras camadas de tridimensionalidade pela invenção dos Lumière) que na última patuscada cinéfila (pseudo-cinéfila, de pose cinéfila, isto é) de pura vaidade tecnológica do Scorsese (e é muito típico de certa miopia, para não dizer de certa chantagem, discursiva e conceitual dos nossos dias ver algo mesmo que semelhante a qualquer tipo de ironia auto-reflexiva num filme realizado com o sistema mais avançado de 3D, i.e. não pelicular, que toca no assunto da preservação dos filmes quando há nisso aí apenas cinismo consciencioso, hipócrita e voluntarista).

Da mesma forma que os maiores, talvez únicos, filmes feministas já feitos são os do Mizoguchi sobre prostituição, o maior filme sobre cinefilia - isto quer dizer o mais refinado, o mais selvagem, o mais delirante e paroxístico, o mais forte e conciso - continua sendo o conto de iniciação sob a ó(p)tica precisa do monóculo de Fritz Lang (muito mais precisa, de qualquer forma, que a da câmera 3D nas mãos do Scorsese).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012






terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

- History takes its time.

Clark Gable-Raoul Walsh, Band of Angels

sábado, 11 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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