domingo, 30 de setembro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

De como sempre podemos contar com o discernimento e com a justeza das hierarquias cinematográficas dos nossos "cinéfilos":

Tony Scott morre = noticiado imediatamente e seguem-se cinco dias entulhados de especulações sobre o suicídio, últimas homenagens ("grande estilista", "ao mesmo tempo cineasta experimental e comercial" e toda aquela ladainha me-engana-que-eu-gosto que impressiona fácil gente sem gosto, sem olho e sem faro), em suma, todo um muro de lamentações em volta do cara;

Marcel Hanoun morre há cinco dias atrás = hein? o que? (sons de cigarra)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

... For the first time, I feel like I’m seeing a bit more clearly. First of all, parallel to the “erasing” that I tried to do from film to film since the beginning, I wanted to be “revolutionary,” in other words to not make steps forward in cinema, but to try to make big steps backwards to return to the source. The goal I was trying to attain since my first film was to return to Lumière... I’ve always been against new techniques. Maybe I’m “reactionary,” but I believe it’s “revolutionary.” So, there’s a misunderstanding to clear up. I’ve been against the techniques that have now brought the cinema of Lumière to TV because I find that the process that led from the first film to TV news reports and to the current cinematic virtuosity (I’m talking about TV because I see a lot more films on TV than in theaters) comes from a degradation that painting has known, that others arts have known, and that need, at a certain stage, an internal revolution like the “impressionists,” and not to make a step forward, but to return to the point of departure.

Basically, I have the feeling that cinema has lost its way, that there only remain capabilities, signs of what it was. In this spirit, I’ve always refused to make my cameraman's work easier, so I’ve never had rails for tracking shots or a dolly, I’ve always had, not a gyro-head tripod that is easy to use, but a rigid tripod whose balls don’t roll very well... In fact, I’ve wanted the camera to be fixed and that even with the greatest desire in the world it isn’t able to move at all. And that, I didn’t know it, but it’s one of the most important things I've learned.

domingo, 23 de setembro de 2012

O BEZERRO DE OURO FOTOGÊNICO

Vale bastante pra crítica cinematográfica também.

domingo, 16 de setembro de 2012

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Então o caricatura de esquerdinha subtropical (posa de esquerdinha mas não se interessa e tem suficiente cara de pau para continuar não se interessando em saber o que é e o que foi a CBCA) resolveu romper o pacto de trégua que tinha com o Eastwood desde que o Inácio e os Cahiers o elogiam porque o autor de Poder Absoluto resolveu ir a uma convenção republicana?

Não apenas são coerentes como inteligentes: nossa hein, quem diria que o autor de Bronco Billy e Hereafter (dica: filme da era Obama que adota um ponto de vista planetário sobre a história de um estivador vidente de-sem-pre-ga-do) é um republicano conservador e, como ousa?, pasmém!, libertário ao mesmo tempo...

Se você encara ou decidiu encarar (a escolha é sua, filho) o mundo com antrolhos, evite fingir que entende, ou mesmo que gosta, de Eastwood e de Rohmer (ambos pedagogos); tenha a higiene de se restringir a Gillo Pontecorvo e Fernando Meirelles (ambos demagogos, ou seja, perfeitos porta-vozes de uma cultura confusa, sofista, deliberadamente prolixa e portanto depredatória).

sábado, 8 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

... apenas para dizer que do ponto de vista da sustentabilidade de uma ecologia da crítica e do pensamento cinematográfico, a geração Movie Mutations foi uma catástrofe.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Onde começa o Moderno

That I adored making - I loved it! I had no script - I did a Rossellini again. This was a picture I was never going to make; [Russel] Rouse and [Clarence] Greene were going to make it. Fromkess had hired a whole staff and everything, and then threw the script out, a week before we were to shoot. He call me and said "ok, you say you can do things - shoot it without script - invent it." So I got myself some actors. I had only one page - an outline. Shüfftan did that picture for me, too. I really had fun on that one - we shot the whole picture on one set. We had quite a musical success with the cockeyed thing: "Tico Tico" was used in that for the first time. I wanted to make something special - to be able to do a Grand Hotel in one place.

Ulmer, sobre Club Havana, entrevistado por Peter Bogdanovich

Club Havana est à la fois grand "petit film" et une métaphore, une allégorie poussée à l'extrême de tout travail dramaturgique qui consiste à bien enfermer des destinées entières dans un cadre contraignant (en espace, en temps) mais dont la contrainte ne doit pas être ressentie comme telle par le spectateur. Au contraire, dans Club Havana, l'étroitesse du budget, la concision du récit lui procurent une évidente jubilation. C'est si l'on veut le Carosse d'or d'Ulmer ou, pour rester dans la comparaison renoirienne, le Petit Théâtre d'Edgar Ulmer. Théâtre d'ombres évidemment.

Jacques Lourcelles, Edgar Ulmer, l’empereur du bis, em Le bandit démasqué

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